Edição centenária da Corrida Internacional de São Silvestre é a maior de todos os tempos

 
São Paulo 29 de dezembro de 2025 – A Corrida Internacional de São Silvestre chega a sua centésima edição nesta quarta, dia 31 de dezembro de 2025. Para celebrar essa tradição e seu um século de existência, ela também se torna a maior corrida de todos os tempos e a maior da América Latina. 

Como nasceu a Corrida São Silvestre

A história da São Silvestre começa em 1924, idealizada pelo jornalista Cásper Líbero, inspirado pelas corridas noturnas de Paris. A primeira edição aconteceu em 31 de dezembro de 1925, à noite, com percurso de aproximadamente 8,8 km e apenas 60 atletas inscritos, todos homens. O trajeto era iluminado por lampiões, e a largada ocorreu pouco antes da meia-noite, em clima festivo.

Percurso 2025

Ao longo do trajeto, os corredores passam por pontos emblemáticos da capital paulista, como:

Estádio do Pacaembu
Praça da República
Theatro Municipal
Centro histórico de São Paulo
Elevado Presidente João Goulart
Avenida Brigadeiro Luís Antônio

Com 15 quilômetros, o percurso da São Silvestre é um dos grandes atrativos da prova. A largada acontece na Avenida Paulista, entre as ruas Frei Caneca e Augusta, e a chegada será em frente ao edifício da Fundação Cásper Líbero, no número 900 da mesma avenida.

Horários de largada da São Silvestre 2025
A programação oficial prevê seis largadas:

7h25 — Atletas PCD (cadeirantes)
7h40 — Elite feminina
8h05 — Elite masculina
8h06 — PCD (demais categorias)
8h08 — Pelotão premium (masculino e feminino)
8h10 — Pelotão geral (masculino e feminino)

São Silvestre 2025 em Números: 

55 mil inscritos – a maior da história em número de participantes 
44 países (TOP 4: Brasil, Alemanha, EUA e Espanha)  
55 mil inscritos, com aumento da participação feminina para 47,02% vs 38,44% em 2024.  
Os homens saíram de 61,55% no ano passado para 52,98% este ano 
Estados: SP (30362); RJ (3064), MG (2590), PR (2571)  
SP representa 55% dos 55 mil participantes  
Sudeste lidera com 36.661 atletas.  
A região Sul vem logo em seguida com 4.712. Centro Oeste aparece com 2.770 e Nordeste com 2.698 atletas. Por fim, o Norte vem com 1.533 inscritos.  

Serão 1942 cidades vs 1540 em 2024. Aumento de 26% em relação a 2024 
Premiação de R$ 295.160,00 – a maior de todos os tempos 
Cerca de 5.500 atletas acima de 60 anos  
O atleta mais velho tem 95 anos   

A 100ª edição também reunirá aproximadamente 4.600 atletas internacionais, entre eles corredores norte-americanos, alemães, colombianos, austríacos e sul-africanos  
2.200 trabalham na organização da prova  
180 pessoas trabalham diretamente na montagem da arena de largada e chegada 
800 policiais entre PM e GCM  
35 ambulâncias  
100 pessoas entre médicos, enfermeiros e condutores  
730 mil copos de água  
5.000 grades para controle de acesso e fluxo ao longo da AV. Paulista  
Expectativa de 28 mil pessoas acompanhando a prova ao longo do percurso 
Campeões que fizeram História: 

Maior vencedor – Paul Tergat – com 5 títulos (1995, 1996, 1998, 1999 e 2000)  
Entre 1981 e 1986, a portuguesa Rosa Mota venceu todas as edições e é a maior campeã geral, com 6 títulos  
Marilson dos Santos é o brasileiro com mais vitórias com 3 títulos (2003, 2005 e 2010).   
Lucélia Peres foi a última mulher brasileira a vencer em 2006   
Desde 1945, o Brasil venceu 11 provas masculinas e cinco femininas. O Quênia é o país com maior número de campeões da São Silvestre: 17 vezes entre os homens e 18 entre as mulheres. 

A São Silvestre carrega números impressionantes ao longo de sua história:

Quênia — 34 títulos
Masculino: 17
Feminino: 17

Brasil — 16 títulos
Masculino: 11
O último campeão brasileiro foi Marílson Gomes dos Santos, em 2010, tornando-se tricampeão da prova.
Feminino: 5 

Campeões da São Silvestre de 2024

Masculino: Wilson Too - Quênia - Tempo: 44min21s   
Feminino: Agnes Keino - Quênia -Tempo: 51min25s   
Brasil masculino: 4o lugar: Johnatas Cruz   
Brasil Feminino: 3o lugar com Nubia Oliveira e 5o lugar com Tatiane Raquel da Silva 
 
ESG 

Pela primeira vez, a São Silvestre fará uma compensação de carbono de forma estruturada. Em parceria com o grupo Solví, as emissões decorrentes do deslocamento dos participantes, além do consumo de água, energia e da produção de resíduos durante a corrida serão compensados e retornados em créditos de carbono. Eles são gerados pelo tratamento do lixo depositado no Aterro de Caieiras do Grupo Solví. Lá os gases liberados pela decomposição do lixo são capturados e transformados em energia elétrica e biometano, um combustível renovável. Ao evitar que poluentes como o metano cheguem à atmosfera, o aterro gera créditos de carbono que serão utilizados para neutralizar as emissões da prova.  

“ Mais do que promover este grande evento, queremos também gerar impacto positivo para a cidade de São Paulo e para o planeta. Por isso, reforçamos nosso compromisso com a sustentabilidade e nesta edição histórica, de 100 anos, vamos compensar toda as emissões de carbono geradas com a prova”, comenta Marcos Yano, CEO da Vega Sports, organizadora da prova. 

“Queremos que o centenário seja lembrado não apenas pelos recordes na pista, mas pelo exemplo de sustentabilidade que deixamos para as próximas gerações. Celebrar o centenário da São Silvestre com a neutralização de carbono reafirma o compromisso da prova com o futuro”, comenta Erick Castelhero, Diretor Executivo da São Silvestre. 

A São Silvestre deste ano tem a Loterias Caixa e ASICS como patrocinadores. A Prova também conta com o apoio de NEWON, Meliã, Rehidrate, Comgás, Bacio di Latte, JCDecaux, Copra e Levíssima. É um evento Carbono Neutro por Solví e tem o Metrô São Paulo como transporte oficial. É um evento A São Silvestre é uma propriedade da Fundação Cásper Líbero, com realização do Portal Gazeta Esportiva, promoção da TV Gazeta e Gazeta FM 88.1, transmissão da TV Globo e organização da Vega Sports. Possui apoio institucional da Faculdade Cásper Líbero, Governo do Estado de São Paulo, SP Cidade de Todas as Artes e Prefeitura de São Paulo. 

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